- Por Diego Oliveira
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- 10 out 2025
Deborah Secco estreia 'Terceira Metade' e desafia o namoro tradicional
Deborah Secco lança 'Terceira Metade' na Globoplay, reality que testa tri‑relacionamentos em mansão da Bahia, gerando debate sobre polyamoria.
Quando falamos de polyamoria, um estilo de relacionamento em que mais de duas pessoas mantêm vínculos afetivos e/ou sexuais de forma consensual. Também conhecida como relacionamento não monogâmico consensual, ela propõe que o amor não seja exclusivo, mas distribuído de acordo com o acordo de todos os envolvidos. polyamoria desafia a ideia tradicional de monogamia ao colocar a escolha e o respeito mútuo no centro da dinâmica.
A comunicação, a prática de compartilhar sentimentos, expectativas e limites de forma transparente é a base que sustenta qualquer relação poli. Sem um canal aberto, surgem dúvidas, interpretações erradas e tensões evitáveis. Por isso, quem vive polyamoria costuma estabelecer rotinas de conversa, seja por mensagens diárias ou encontros semanais, para alinhar agendas, desejos e eventuais ajustes.
Outro ponto crítico é o consentimento, a concordância livre e informada de todas as partes envolvidas em cada aspecto do relacionamento. Essa entidade se liga diretamente à comunicação, pois o consentimento só é válido quando todos sabem exatamente o que está acontecendo. Em ambientes de polyamoria, consentimento pode envolver acordos sobre tempo dedicado, limites físicos, ou até sobre a forma de divulgar a relação em redes sociais.
O ciúme, um sentimento natural que surge quando percebemos ameaça ao nosso vínculo afetivo aparece como um desafio frequente. Em vez de negar sua existência, a comunidade poli costuma encará‑lo como informação valiosa. Ao reconhecer o ciúme, o casal pode explorar suas raízes – insegurança, medo de perda – e transformar a reação em um convite à maior intimidade.
Esses quatro elementos criam uma rede de interdependência: polyamoria exige comunicação, a comunicação viabiliza o consentimento, o consentimento reduz o ciúme, e o manejo do ciúme reforça a confiança. Essa cadeia forma um ciclo virtuoso que, quando bem mantido, gera relacionamentos mais saudáveis e satisfatórios para todos os envolvidos.
Além das questões emocionais, a prática também traz considerações logísticas. Organizar agendas, dividir despesas ou planejar viagens em grupo demanda habilidade de gestão e flexibilidade. Muitos grupos poli adotam ferramentas como calendários compartilhados ou aplicativos de tarefas para simplificar essa parte prática, demonstrando que a polyamoria também pode ser eficiente do ponto de vista organizacional.
É importante destacar que não existe um modelo único que sirva para todas as configurações. Existem formas variadas, como o “triângulo” (três pessoas em vínculo simultâneo), “metamour” (parceiros de um mesmo parceiro) ou “grupo maior” com mais de quatro pessoas. Cada variação traz seus próprios desafios e benefícios, e a escolha depende das necessidades e desejos de quem participa.
Se você está curioso ou já vivencia a polyamoria, a leitura dos artigos abaixo vai mostrar exemplos reais, dicas de comunicação, estratégias de consentimento e relatos sobre como lidar com o ciúme. Assim, você encontrará insights práticos que ajudam a aplicar esses princípios no dia a dia e a entender melhor as nuances desse estilo de vida cada vez mais discutido.
Deborah Secco lança 'Terceira Metade' na Globoplay, reality que testa tri‑relacionamentos em mansão da Bahia, gerando debate sobre polyamoria.